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O blog de Mónica Lice.

23
Nov20

Compradora compulsiva - como deixar de ser?

Mónica Lice

compradora compulsiva

 

Em semana de Black Friday, e já a um mês do Natal, os apelos ao consumo começam a ser mais do que muitos, e torna-se, muitas vezes, complicado resistir. Por isso, é mais do que natural que façamos, neste período, investimentos desnecessários, fazendo compras que, em condições normais, estaríamos longe de realizar.

 

Obviamente que isso não faz de nós compradoras compulsivas, mas tem, naturalmente, consequências diretas nas nossas finanças, acabando por ter consequências diretas na nossa vida. Assim, ao comprar um bem desnecessário, trazemos algo que acabará por estar a mais na nossa vida  ou na nossa casa e, de imediato, na conta bancária, há um valor que desce e que poderia ser aplicado noutros bens ou serviços ou, quem sabe, até, num investimento ou numa conta-poupança...

 

Ao lado desta realidade de quem compra o que não precisa esporadicamente, e mercê das fortes campanhas publicitárias que ocorrem em épocas específicas do ano, há outros casos, mais graves, de quem compra, sempre, e compulsivamente.

 

De facto, entre e-mails que recebo e a experiência com as minhas clientes de consultoria de imagem, percebo que são frequentes os casos de consumidoras compulsivas, capazes de dedicar uma parte substancial do seu salário mensal a roupas e acessórios.

 

Tratam-se de compras frequentes, quase sempre por impulso, que não correspondem a necessidades efetivas e que, muitas vezes, permitem colmatar outro género de carências, mais profundas, que não as materiais. Por isso mesmo, o entusiasmo da compra desvanece-se, na maior parte das vezes, pouco depois da aquisição.

 

Efetivamente, compramos e, no minuto seguinte, já estamos insatisfeitas, a pensar na próxima compra, a querer ainda esta e aquela peça, a fazer contas ao que ainda gostaríamos de gastar. É como se estivessemos num loop infinito, sem fim à vista, em que o comprar a seguir ao comprar é a regra...

 

O resultado? Para além de menos dinheiro na conta, ficamos, muitas vezes, com armários a abarrotar, de peças que, afinal, não fazem assim tanta falta. E, muitas vezes, quando se vai procurar os básicos dos básicos, aquelas peças que realmente são necessárias para se conseguir um armário que seja coeso e que dê para qualquer situação, verifica-se que os básicos, afinal, não estão lá...

 

Se for este o seu caso, está na hora de rever os seus hábitos e de procurar comprar menos e melhor. Para ajudar, deixo-vos com algumas dicas que podem fazer a diferença e ajudar a mudar o destino do seu armário e das suas poupanças...

 

1. Da próxima vez que tiver vontade de ir às compras, dedique-se antes ao seu armário: analise tudo, entre o que está exposto e o que está guardado e separe, consoante: use e goste, nunca tenha usado, pretenda dar ou vender, ou então colocar na reciclagem, dada a má condição da peça (pode colocar sacos de roupa para reciclar em lojas como a Zara ou a H&M).

 

2. Só equacione manter o que realmente gosta e já tenha usado. Peças com etiqueta ou em bom estado, mas que já não use há séculos, podem, por exemplo, ser colocadas à venda (eu tenho peças à venda na Micolet e recomendo muito esta loja online).

 

3. Depois de selecionar o que quer manter, analise os básicos e veja, dentro destes, o que tem ou o que está em falta.

 

4. Certifique-se que as peças que quer manter estão em boas condições. Entre botões em falta, manchas ou nódoas, aproveite para levar peças à lavandaria (ou lave-as em casa, à mão, com o detergente adequado, e só depois de se certificar, com a etiqueta, que a peça pode ser lavada), à costureira ou ao sapateiro.

 

5. Antes de ir às compras, estude bem as coleções online, investigando as lojas das marcas, os seus perfis de Instagram e, acima de tudo, as partilhas que as diferentes pessoas fazem com aquelas peças. Só assim conseguirá ter uma melhor percepção de como as peças assentam e vai percebendo o que mais se usa. Desta forma, entrará nas lojas perfeitamente informada e não cairá na tentação de se perder de amores pela primeira peça que encontrou, porque já as viu online.

 

6. Faça o seu orçamento mensal, entre o que ganha e o que gasta e veja quando sobra. Equacione guardar parte do que sobra para um objetivo futuro, que pode ser uma viagem, a compra da carteira dos seus sonhos, a mudança de carro, o que quiser. O importante é começar a poupar e perceber que se pode ser feliz sem comprar peças novas a toda a hora. De decidir dedicar parte do que sobra para compras, tenha esse limite em mente e cumpra-o (evite usar o cartão de crédito e pague, sempre que possível, com dinheiro vivo - acredite que custa mais gastá-lo, desta forma).

 

6. Estabeleça as suas próprias regras de compras, e faça um esforço para as cumprir. Eu dou uma ajuda...

Não compre nada que esteja em promoção, só por causa do desconto. Compre porque gosta, em particular, a peça em si, independentemente do preço.

Por cada peça nova que entra, selecione uma para sair.

Só poderá comprar uma coisa nova, quando fizer dinheiro suficiente com a venda das antigas.

Só poderá comprar 1 peça nova por mês, ou 3 a 5 por estação.

A peça que comprar deve combinar com, pelo menos, 3 peças do seu armário.

 

2 comentários

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    Mónica Lice 02.10.2019 22:15

    Verdade! Esqueci-me dessa, mas vou colocar agora no texto, para que mais gente a aprenda. ;-)
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