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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

18
Set17

Emília's closet

Mónica Lice

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O guarda-roupa da Emília tem herdado muitos "tesouros" que eram da mana - roupinhas quase novas, pouco usadas, que felizmente guardei e que têm servido lindamente na filhota.

 

Claro que é impossível não lhe comprar nada. As roupas de menina são uma tentação, da mesma forma que é tentadora a vontade de vestir as manas com peças iguais ou com o mesmo tecido. Acho que ficam fofinhas assim e, pelo menos nesta altura, em que ainda não escolhem o que vestir, posso escolher à vontade, sem constrangimentos.

 

Entre o que vou comprando e o que recebi de prenda, há peças que se destacaram no enxoval, pela qualidade, pelo toque e pelo jeitão que deram e têm dado.

 

Nestes primeiros tempos, em que o conforto dela e a preocupação com a maior ou menor sensibilidade da sua pele se impõem, privilegio tudo o que tenha o selo "made in Portugal" e que seja fácil de vestir e despir.

 

O Kit My First Clothes da Zippy é um bom exemplo disso e foi connosco para a maternidade (ainda vai servindo, mas já está a ficar pequeno, como se vê pela imagem acima, tirada recentemente). Vem numa caixinha, ideal para oferta, e é feito em 100% algodão, sendo composto por peças básicas, que dão muito jeito nos primeiros dias: uma camisolinha que aperta à frente (para não ter que passar na cabeça), umas calças, umas botinhas e um gorro

 

Se gostarem destas peças tanto quanto eu - aqui fica a dica: a Zippy oferece várias peças para recém-nascido em malha 100% algodão, feitas em Portugal, e com uma ótima relação qualidade-preço. Os casaquinhos, por exemplo, são das minhas peças preferidas: super bem confeccionados e a um preço imbatível.

 

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18
Set17

Amamentação - dicas a ter em conta

Mónica Lice

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Amamentar é, para mim, tão natural como mudar uma fralda ou dar banho - sempre foi assim, e ainda bem. Claro que não condeno nem teço qualquer juízo de valor em relação a quem não amamenta, por opção ou porque, simplesmente, não consegue.

 

Por muito que, para mim, seja algo absolutamente natural, que se faz sem teorizar, percebi, desde há muito, que, para muitas mulheres, há uma série de travões, sejam eles físicos ou psicológicos, a este gesto, tão natural.

 

Pessoalmente, tento não pensar, deixando que a natureza cumpra o seu dever (sempre em livre demanda, sem controlar horas ou minutos), e evitando qualquer tipo de stress que possa travar a produção de ocitocinas, que inibem a produção e saída do leite.

 

Antes de chegar a este ponto, confesso que li um pouco sobre o tema (os livros da Constança Ferreira foram fundamentais), para além de tudo o que aprendi no Curso de Preparação para o Parto no Centro do Bebé.

 

As vantagens do leite materno e da amamentação são imensas - nem vale a pena referi-las. Mas, aliadas a elas, há sempre alguns constrangimentos.

 

Um deles passa pela necessidade de ter sempre a bebé por perto - sobretudo na fase da amamentação exclusiva, em que não se alimenta com mais nada. Nesta fase, sair de casa sem ela é um desafio e, nestas alturas, vale-me a bomba de extração, que permite retirar o leite para, depois, ser o pai a dar-lhe.

 

Uma boa bomba de extração é, por isso mesmo, essencial para quem quer continuar a amamentar e tem que passar períodos mais ou menos longos fora de casa, longe do seu bebé. Neste campo, recomendo sempre bombas elétricas, preferencialmente com dois ritmos de extração - um que reproduz a estimulação, por sucção, que o bebé faz na maminha, antes mesmo do leite fluir, e, depois, e o outro que faz a fase da extração verdadeiramente dita, em que o leite é retirado.

 

A Luna da NUK é um bom exemplo deste género de bomba. A mesma permite controlar a velocidade de ambas as fases e tem a grande vantagem de funcionar com pilhas ou com eletricidade, o que facilita imenso o transporte e uso da bomba (para além de vir com vários adaptadores à corrente, que podem ser usados em diferentes países - bom para quem viaja muito).

 

Mas não é tudo! Uma vez extraído o leite, é importante usar um biberão que reproduza o modo como o leite sai da maminha da mãe. E isto porquê? Para que o bebé "não se habitue" a tetinas que fazem o leite fluir sem esforço e, depois, ao passar novamente para o peito, fique "preguiçoso", o que pode colocar seriamente em causa todo o processo da amamentação.

 

Assim, se amamenta e procura um biberão que não ponha em causa a amamentação do seu bebé, não escolha qualquer um. Escolha um específico para bebés que amamentam, como o Nature Sense da NUK, que se destaca por ter vários orifícios na tetina, que asseguram um fluxo de leite, de forma constante e natural, como acontece com o peito da mãe. Assim, o bebé, para conseguir beber, tem que fazer um esforço muito próximo do esforço que faz quando amamenta, levando também mais ou menos o mesmo tempo.

 

Para terem uma ideia, esta tetina está disponível em 2 tamanhos - dos 0 aos 6 meses (a que uso, neste momento) e dos 6 aos 18 meses, e possui ainda uma válvula anti-cólicas, para assegurar que o bebé não ingira ar enquanto bebe.

 

Escolhida a tetina e o biberão, um último conselho, em jeito de dica - a primeira vez que o usem, peçam para ser o pai ou outra pessoa a dá-lo, num dia em que não estejam em casa. Isto porque, se estiverem por perto, ainda que noutra divisão da casa, a criança sentirá o seu cheiro e pode mostrar alguma resistência ao biberão.

 

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11
Set17

Maternidade Alfredo da Costa

Mónica Lice

Cresci num meio onde os filhos nasciam e nascem "no" hospital. Na Terceira, não há hospitais privados e todos nascem, à partida, no hospital público - a não ser que venham de helicóptero de urgência de outra ilha e tenham que nascer de emergência no ar (o que já aconteceu)...

 

Por isso mesmo, quando pensei em ser mãe, nunca coloquei a hipótese de ir para uma clínica privada. Acredito no serviço nacional de saúde e acho que é algo que, felizmente, vai funcionando bem em Portugal (sobretudo quando falo com amigas ou familiares de outros países, ou me lembro do que vi na "maternidade" do principal hospital de Bissau).

 

Foi, por isso, que coloquei a Maternidade Alfredo da Costa na primeira linha de hipóteses aquando do nascimento da Laura e a mantive no nascimento da Emília.

 

E, tal como da primeira vez, senti, desde o início, que estava acompanhada pelos melhores, nas melhores e mais experientes mãos, e, de facto, num cenário diferente do parto da Laura (que foi induzido e bem mais demorado), tive com a Emília uma experiência ainda mais serena e igualmente muito feliz.

 

Quando me falam da falta de conforto do espaço, do facto do pai não estar lá sempre connosco, dos quartos partilhados, só posso dizer que tudo isso é um pouco irrelevante quando o interesse principal em causa é o da bebé.

 

De facto, nunca procurei o conforto de um hotel. Acabei de parir e estou a adaptar-me a um novo ser vivo, totalmente dependente de mim. Não dormi grande coisa, não pelo barulho à minha volta (que era até bem pouco) ou pelo colchão da cama, mas porque nos estávamos a adaptar, eu a ela, e ela ao mundo exterior, com todas as luzes, cheiros, sons, frios e calores que isso implica...

 

Mesmo que o meu marido pudesse passar a noite connosco, eu não quereria que tal acontecesse. Tínhamos a Laura em casa a precisar de atenção e mimo, e ele precisava de descansar. Mas, mais do que isso, acho que aquelas duas noites a duas é como que uma primeira prova às nossas capacidades de mãe, que ajudam a testar se somos mesmo capazes, preparando-nos para o que ainda está para vir... 

 

Quanto aos quartos partilhados, acreditem que é uma segurança saber que está alguém ao nosso lado que pode dar um olhinho ao bebé quando vamos tomar banho ou nos demoramos um pouco mais na casa de banho. Isto já sem mencionar eventuais problemas que possamos ter à noite (para terem uma ideia, uma rapariga que entrou antes de mim, na noite anterior escorregou e foi a colega da cama ao lado que chamou as enfermeiras, enfermeiras essas que passaram o resto da noite com a bebé em causa, de forma a que a mãe pudesse descansar).

 

Feitas as contas, e pesando os prós e os contras, ganham, para mim, os prós, tendo em conta que é na MAC que se encontram alguns dos melhores meios para assistir ao bebé e responder em caso de problemas complicados de saúde que possam acontecer.

 

Felizmente que, no nosso caso, esses meios não foram necessários, mas tranquilizou-me saber que estávamos nas melhores mãos possíveis e, ainda por cima, bem perto de casa.

 

Por isso mesmo, e numa altura em que se ouve e lê coisas menos felizes em relação à MAC, aqui fica o meu pequeno contributo, em jeito de agradecimento, a todas os profissionais com quem me cruzei nesta Maternidade.

 

Desde a Dra Alice Cabugueira (a obstetra que nos acompanhou e que estará sempre no meu coração), até à Dra. Filipa Alpendre, à enfermeira Clésia, que tratou, com uma atenção e perícia ímpares, do parto da Emília, passando por todos os outros, enfermeiros, médicos e funcionários, que connosco nos cruzaram - muito obrigada a todos e parabéns pelo vosso trabalho, nem sempre devidamente reconhecido, por quem de direito.

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07
Ago17

O parto #4

Mónica Lice

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Saí de casa ainda nem eram bem 8h da manhã. Lembro-me que estavam a cair alguns pingos de chuva, o que, depois de dias e dias de um calor infinito, só podia ser um sinal divino de que algo de bom vinha a caminho...

 

A viagem até à Maternidade Alfredo da Costa foi rápida - com as contrações a serem cada mais regulares e dolorosas. Felizmente que as urgências estavam calmas e não demorou muito a ser atendida. Mas, para terem uma ideia, não me consegui sentar naquela altura, tais as dores que já sentia - leves, muito leves, vejo agora, comparadas com as que senti mais tarde.

 

Quis Deus que a Dr.a Alice lá estivesse e me pudesse observar. Segundo ela, o parto poderia demorar várias horas até que se concretizasse, já que a dilatação ainda era pouca e a bebé estava um pouco subida.

 

Mas perante o cenário das contrações e do sangue, fui internada e encaminharam-me para uma sala de partos.

 

Nos primeiros momentos, tudo relativamente tranquilo. Passou a equipa do turno da manhã e, depois do toque feito, o prognóstico do médico vinha confirmar as palavras da Dra. Alice - ainda não estava bem em trabalho de parto, podendo levar várias horas até que o mesmo se desenrolasse.

 

Entre CTG sempre ligado e os exercícios possíveis com a bola de Pilates que me arranjaram, fui sentindo cada vez mais dores.

 

Mas como ainda não havia avanços na dilatação, não fazia muito sentido a epidural, pelo que tentei ir-me aguentando o melhor que conseguia. Mas, às tantas, as dores eram tantas que comecei a gemer - já era complicado não gritar... E, perante este cenário, fui aconselhada por uma enfermeira a tomar um banho quente.

 

Acho que nessa altura as águas rebentaram, embora não o tenha sentido bem, por causa da água do banho. O que é certo é que as dores pioraram MUITO durante o duche, a ponto de ser complicado manter-me de pé e andar sozinha...

 

Quando cheguei ao quarto, a situação complicou-se e as dores estavam a aumentar de intensidade. Nesta altura pedi a epidural, tendo plena consciência que podia atrasar todo o processo.

 

Ficar quieta para levar a epidural no sítio certo quando se está com dores descomunais não é tarefa fácil. Só o consegui graças à enfermeira (cujo nome, infelizmente, não me consigo lembrar), que me segurou e me indicou como devia respirar: "cheirar uma flor, apagar uma vela"...

 

Mal a epidural começou a fazer efeito, pude, por fim, descansar. Foi também administrada alguma ocitocina, para que o trabalho de parto não cessasse, e as coisas se continuassem a desenrolar. E com isto já era cerca do meio dia...

 

Não consegui dormir, mas respirei um pouco de alívio, até ao momento em que comecei a sentir um líquido a correr-me entre as pernas. Só pensei no rebentamento da bolsa e, por isso, chamei alguém.

 

Prontamente, apareceu-me a enfermeira Clésia. Na altura, ainda não nos tinhamos cruzado, mas estava destinado que ela seria absolutamente fulcral na chegada ao mundo da Emília.

 

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