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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

07
Ago17

O parto #4

Mónica Lice

emi (2).jpg

 

Saí de casa ainda nem eram bem 8h da manhã. Lembro-me que estavam a cair alguns pingos de chuva, o que, depois de dias e dias de um calor infinito, só podia ser um sinal divino de que algo de bom vinha a caminho...

 

A viagem até à Maternidade Alfredo da Costa foi rápida - com as contrações a serem cada mais regulares e dolorosas. Felizmente que as urgências estavam calmas e não demorou muito a ser atendida. Mas, para terem uma ideia, não me consegui sentar naquela altura, tais as dores que já sentia - leves, muito leves, vejo agora, comparadas com as que senti mais tarde.

 

Quis Deus que a Dr.a Alice lá estivesse e me pudesse observar. Segundo ela, o parto poderia demorar várias horas até que se concretizasse, já que a dilatação ainda era pouca e a bebé estava um pouco subida.

 

Mas perante o cenário das contrações e do sangue, fui internada e encaminharam-me para uma sala de partos.

 

Nos primeiros momentos, tudo relativamente tranquilo. Passou a equipa do turno da manhã e, depois do toque feito, o prognóstico do médico vinha confirmar as palavras da Dra. Alice - ainda não estava bem em trabalho de parto, podendo levar várias horas até que o mesmo se desenrolasse.

 

Entre CTG sempre ligado e os exercícios possíveis com a bola de Pilates que me arranjaram, fui sentindo cada vez mais dores.

 

Mas como ainda não havia avanços na dilatação, não fazia muito sentido a epidural, pelo que tentei ir-me aguentando o melhor que conseguia. Mas, às tantas, as dores eram tantas que comecei a gemer - já era complicado não gritar... E, perante este cenário, fui aconselhada por uma enfermeira a tomar um banho quente.

 

Acho que nessa altura as águas rebentaram, embora não o tenha sentido bem, por causa da água do banho. O que é certo é que as dores pioraram MUITO durante o duche, a ponto de ser complicado manter-me de pé e andar sozinha...

 

Quando cheguei ao quarto, a situação complicou-se e as dores estavam a aumentar de intensidade. Nesta altura pedi a epidural, tendo plena consciência que podia atrasar todo o processo.

 

Ficar quieta para levar a epidural no sítio certo quando se está com dores descomunais não é tarefa fácil. Só o consegui graças à enfermeira (cujo nome, infelizmente, não me consigo lembrar), que me segurou e me indicou como devia respirar: "cheirar uma flor, apagar uma vela"...

 

Mal a epidural começou a fazer efeito, pude, por fim, descansar. Foi também administrada alguma ocitocina, para que o trabalho de parto não cessasse, e as coisas se continuassem a desenrolar. E com isto já era cerca do meio dia...

 

Não consegui dormir, mas respirei um pouco de alívio, até ao momento em que comecei a sentir um líquido a correr-me entre as pernas. Só pensei no rebentamento da bolsa e, por isso, chamei alguém.

 

Prontamente, apareceu-me a enfermeira Clésia. Na altura, ainda não nos tinhamos cruzado, mas estava destinado que ela seria absolutamente fulcral na chegada ao mundo da Emília.

 

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02
Ago17

O parto #3

Mónica Lice

emi (1).jpg

 

Cheguei à Maternidade Alfredo da Costa relativamente tranquila. Resolvi aceitar o melhor que consegui a cesariana que estava destinada para aquela bebé nascer, colocando de parte qualquer réstia de preocupação.

 

Ao encontrar-me com a Dra. Alice, lá fomos fazer a ecografia. Ela, tal como eu, tinha esperança na volta da bebé - e foi por isso que, mal a vi, lhe disse que achava que a bebé já tinha virado. Achava mesmo, apesar da descrença do meu marido, mas estava até com medo de o dizer alto, porque só eu é que acreditava nisso.

 

Para terem uma ideia, nas vésperas da cesariana, dancei feita maluca (acompanhada da Laura), passei horas sentada na bola de Pilates em exercícios pélvicos e estive também deitada no chão, com as pernas sobre o sofá. Pretendia que a bebé virasse e, uma vez virada, não mais voltasse a dar cambalhotas, mantendo-se assim.

 

A eco começou e o cenário confirmou-se: a Emília estava encaixada, com a cabeça para baixo, tendo virado às 40 semanas! Nem queria acreditar! Fiquei obviamente feliz e optei por ir para casa, aguardar que ela decidisse a hora para nascer, se possível, sem induções ou pressões.

 

Curiosamente ou não, nessa tarde, comecei com contrações espaçadas e algo dolorosas. À noite, fiquei a pensar que podia estar mesmo próxima a hora do parto. Mas acabei por dormir bem, as contrações deixaram de se sentir, e, no dia seguinte, fui só sentindo umas "moinhas", que vinham e iam.

 

Tentei andar o máximo que consegui nesse dia. Para tal, convenci o marido a ir a um Centro Comercial daqueles bem grandes, e andei por lá, entre compras para a Laura e para a Emília, a distrair a cabeça e a tentar que o exercício ajudasse a induzir naturalmente o parto...

 

Só perto do jantar é que o quadro da falta de dores/sintomas se alterou, e as contrações foram ficando mais fortes. Mas continuavam fáceis de suportar, e tanto apareciam como desapareciam.

 

Na manhã de quinta-feira, e depois de uma noite de sono relativamente tranquila, acordei mal disposta e corri para a casa de banho. De pé, as dores foram piorando e percebi que estava com um corrimento de sangue, diferente do habitual...

 

Fiquei assustada, confesso, e chamei o marido, que ainda dormia. Só lhe dei tempo para um duche rápido e fomos para o hospital...

 

(Continua...)

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25
Jul17

As nossas (novas) rotinas

Mónica Lice

babydove.jpg

 

Com a chegada da segunda bebé cá a casa, dou por mim a sentir algumas das mesmas inseguranças que senti há dois anos atrás, quando a Laura veio para casa.

 

Ao mesmo tempo que parece que me esqueci de gestos tão básicos como o dar banho a um recém-nascido, de um minuto para o outro, tudo volta e parece que faço isto desde sempre, tal a sensação de instinto inato que, a cada dia, descubro em mim.

 

Nisto de ser mãe de duas, cada dia é diferente e, até alinharmos rotinas com sonos, vamos aprendendo a viver a quatro, com uma mana mais velha ainda bebé, que necessita de muita atenção e todo o mimo que é possível dar.

 

Felizmente que a adaptação à bebé Emília tem sido tranquila. Eu vou aprendendo a desdobrar atenções, e, estando a amamentar uma, consigo, com a mãe livre, brincar com a outra e, desta forma, satisfazer as duas e fazê-las felizes também.

 

Cuidar das duas é, por isso, não apenas um desafio como um imenso prazer. E tudo se torna mais fácil quando tenho bons aliados, como a gama Baby Dove Sensitive.

 

Os seus produtos dão-me a confiança necessária para os usar sem receios. E, nesta fase de calor, em que a Laura não pára um minuto e está mais exposta ao calor e ao sol, toda a hidratação é fundamental e mais do que necessária!

 

Cá em casa, a gama Sensitive é a mais usada, por ser bastante suave e garantir a proteção necessária às peles mais sensíveis. Ah, e como não falar do cheirinho suave dos produtos? É daquelas fragrâncias que me remeterá para sempre para esta fase tão única e especial da vida das minhas filhas...

 

Entre cuidados e mimos, vamos tentando aproveitar ao máximo cada dia, com a certeza de que o tempo corre depressa demais e, num instante, já elas estarão mais crescidas...

 

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24
Jul17

O parto #2

Mónica Lice

Captura de ecrã - 2017-07-24, 10.20.08.png

 

Depois da consulta das 39 semanas, e a poucos dias de completar 40, chegamos a casa com a cesariana marcada.

 

Sou pessoa que gosta de ter tudo bem planeado e pronto com dias ou semanas, se possível, de antecedência. No entanto, e neste caso em concreto, preferia, muito honestamente, que tudo pudesse passar por um parto natural, sem datas ou horas certas, pelos contras inerentes a uma cesariana, para o bebé e para a mãe.

 

A minha médica explicou-me bem que contras eram esses, e, antes de sair da consulta, assinei um termo de responsabilidade, onde tudo se encontrava bem explicadinho.

 

Mas se isso era o melhor para a minha bebé, que importava tudo o resto? Não sendo a melhor solução, era a que oferecia menos riscos para ela, à data transversa, pelo que me conformei e comecei a contar os dias até à cesariana...

 

Em casa, e apesar de todas as evidências apontarem para a cesariana, não desisti dos exercícios que, supostamente, ajudariam a bebé a virar. E dei por mim, várias vezes, a acordar de madrugada, sentindo a bebé mexer e tentando perceber onde estava posicionada na barriga.

 

Era a única a acreditar numa reviravolta, de planos e de bebé. O meu marido não acreditava nisso, a minha família também não, e até uma grande amiga, médica, me disse liminarmente que os bebés não viram às 40 semanas. Mas eu acreditava nisso - ou pelo menos quis acreditar até à última, tal como também a Dra. Alice acreditava...

 

Entretanto, fui tirando partido de ter a data do parto definida e, na véspera, aproveitei para preparar as últimas coisas que ainda faltavam. À noite, fomos jantar fora - estava calor e soube bem jantar com vista para o rio, naquela que é, para mim, a melhor pizzaria de Lisboa. Até me deram prioridade na fila, o que nunca costuma acontecer...

 

Depois do jantar, a preocupação adensou-se. Li muito sobre cesarianas e havia uma coisa que não me saía da cabeça - o não conseguir fazer esforços nas semanas seguintes ao parto. Como ia eu pegar na Laura quando não tivesse ninguém por perto, para me ajudar??? Honestamente, adormeci preocupada, a pensar nisso.

 

Acordei mais calma, escondi as preocupações debaixo da almofada, e tomei o pequeno-almoço mais completo que consegui, já que, a partir das 9h não deveria comer mais nada.

 

A manhã passou rápido - andei entretida, a fazer umas compras para as meninas, para ver se me distraía, e, ao final da tarde, colocamos as malas no carro e lá fomos nós, em direção à Maternidade...

 

 (Continua..)

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