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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

18
Set17

Amamentação - dicas a ter em conta

Mónica Lice

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Amamentar é, para mim, tão natural como mudar uma fralda ou dar banho - sempre foi assim, e ainda bem. Claro que não condeno nem teço qualquer juízo de valor em relação a quem não amamenta, por opção ou porque, simplesmente, não consegue.

 

Por muito que, para mim, seja algo absolutamente natural, que se faz sem teorizar, percebi, desde há muito, que, para muitas mulheres, há uma série de travões, sejam eles físicos ou psicológicos, a este gesto, tão natural.

 

Pessoalmente, tento não pensar, deixando que a natureza cumpra o seu dever (sempre em livre demanda, sem controlar horas ou minutos), e evitando qualquer tipo de stress que possa travar a produção de ocitocinas, que inibem a produção e saída do leite.

 

Antes de chegar a este ponto, confesso que li um pouco sobre o tema (os livros da Constança Ferreira foram fundamentais), para além de tudo o que aprendi no Curso de Preparação para o Parto no Centro do Bebé.

 

As vantagens do leite materno e da amamentação são imensas - nem vale a pena referi-las. Mas, aliadas a elas, há sempre alguns constrangimentos.

 

Um deles passa pela necessidade de ter sempre a bebé por perto - sobretudo na fase da amamentação exclusiva, em que não se alimenta com mais nada. Nesta fase, sair de casa sem ela é um desafio e, nestas alturas, vale-me a bomba de extração, que permite retirar o leite para, depois, ser o pai a dar-lhe.

 

Uma boa bomba de extração é, por isso mesmo, essencial para quem quer continuar a amamentar e tem que passar períodos mais ou menos longos fora de casa, longe do seu bebé. Neste campo, recomendo sempre bombas elétricas, preferencialmente com dois ritmos de extração - um que reproduz a estimulação, por sucção, que o bebé faz na maminha, antes mesmo do leite fluir, e, depois, e o outro que faz a fase da extração verdadeiramente dita, em que o leite é retirado.

 

A Luna da NUK é um bom exemplo deste género de bomba. A mesma permite controlar a velocidade de ambas as fases e tem a grande vantagem de funcionar com pilhas ou com eletricidade, o que facilita imenso o transporte e uso da bomba (para além de vir com vários adaptadores à corrente, que podem ser usados em diferentes países - bom para quem viaja muito).

 

Mas não é tudo! Uma vez extraído o leite, é importante usar um biberão que reproduza o modo como o leite sai da maminha da mãe. E isto porquê? Para que o bebé "não se habitue" a tetinas que fazem o leite fluir sem esforço e, depois, ao passar novamente para o peito, fique "preguiçoso", o que pode colocar seriamente em causa todo o processo da amamentação.

 

Assim, se amamenta e procura um biberão que não ponha em causa a amamentação do seu bebé, não escolha qualquer um. Escolha um específico para bebés que amamentam, como o Nature Sense da NUK, que se destaca por ter vários orifícios na tetina, que asseguram um fluxo de leite, de forma constante e natural, como acontece com o peito da mãe. Assim, o bebé, para conseguir beber, tem que fazer um esforço muito próximo do esforço que faz quando amamenta, levando também mais ou menos o mesmo tempo.

 

Para terem uma ideia, esta tetina está disponível em 2 tamanhos - dos 0 aos 6 meses (a que uso, neste momento) e dos 6 aos 18 meses, e possui ainda uma válvula anti-cólicas, para assegurar que o bebé não ingira ar enquanto bebe.

 

Escolhida a tetina e o biberão, um último conselho, em jeito de dica - a primeira vez que o usem, peçam para ser o pai ou outra pessoa a dá-lo, num dia em que não estejam em casa. Isto porque, se estiverem por perto, ainda que noutra divisão da casa, a criança sentirá o seu cheiro e pode mostrar alguma resistência ao biberão.

 

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18
Mai17

#22meses

Mónica Lice

Captura de ecrã - 2017-05-12, 10.29.50.png

 

A caminho dos dois anos, e prestes a tornar-se a irmã mais velha, a Laura continua a comer bem, e, apesar de estar um pouco mais esquisita no que toca a provar certos alimentos, come praticamente de tudo.

 

Dizem que o facto de ter amamentado e provado um pouco de todos os sabores terá ajudado. E eu acredito que sim, já que, felizmente, amamentou até cerca de um ano de idade, acabando por provar vários sabores, que iam variando consoante variava a alimentação da mamã.

 

Quando a amamentação terminou, optamos por uma bebida láctea infantil, adequada aos meses que tinha na altura. Hoje, com quase 22 meses, mantemos o NAN Optipro 4, por acharmos ser o melhor para ela.

 

De facto, e até aos três anos, são impressionantes as mudanças que se dão numa criança. Por vezes, não pensamos muito nisso, mas é neste período que a criança cresce cerca de 120 cm de altura, passa por um rápido desenvolvimento motor e mental, aprendendo uma data de coisas novas, todos os dias.

 

É, por isso, que as crianças não são mini adultos e não podemos esperar que comam como tal. Acredito, por isso, que há cuidados a ter, no campo da alimentação, e isso passa, claro, pelo tipo de leite que se dá, que continua a ter muito peso na sua "roda dos alimentos".

 

No caso do NAN Optipro 4, que pode ser dado a bebés de 1 a 3 anos, o mesmo destaca-se por fornecer uma qualidade e quantidade de proteínas adequadas a uma criança desta idade, bem como uma composição nutricional e energia adequadas a esta fase da vida.

 

E, enquanto isso, esperamos que a Emília siga os passos da mana, e mame tão bem como ela na sua primeira fase da vida...

 

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06
Abr17

Amamentação - 12 dicas úteis

Mónica Lice

Captura de ecrã - 2017-04-06, 10.07.11.png

A modelo Caroline Trentini com o filho de 4 meses na Vogue Brasil de setembro de 2016.

 

Recentemente, fui convidada a participar num workshop organizado pela Medela, em tom de conversa bem descontraída, sobre um tema que me interessa bastante: a amamentação.

 

Como já escrevi por aqui, amamentei a Laura durante quase um ano, e gostaria muito de repetir a experiência com a Emília. As vantagens do leite materno são imensas e não vale a pena enumerá-las por aqui: desde as que atingem diretamente o bebé, até às afectivas e que atingem a saúde e bem-estar da mãe.

 

E eu, apesar de já ir para a segunda experiência de maternidade, e ter passado pela primeira com sucesso no que toca à amamentação, confesso que acabei por aprender coisas novas neste workshop. Efetivamente, a informação acaba por ser sempre a melhor aliada, a este nível, e, por isso, decidi compilar por aqui algumas das principais dicas que aprendi ou revi por lá. Espero que vos sejam úteis...

 

1. A melhor preparação para a amamentação é uma boa informação.

Se é mãe de primeira viagem, procure informar-se bastante sobre este tema, em aulas de preparação para o parto, workshops ou livros. E envolva o pai nesta aprendizagem - ele não irá amamentar, mas acompanhará o processo e poderá ajudar, se for necessário.

No meu caso, valeram-me as aulas de preparação para o parto, que fiz no Centro do Bébé, o workshop com a Constança integrado nesta preparação, e o seu primeiro livro - Os bebés também querem dormir. Aconselho a todas as amigas grávidas a leitura deste livro, que me ajudou imenso nos primeiros tempos. 

 

2. Tenha consciência de que o seu corpo se vai preparando, ao longo da gravidez, para a experiência da amamentação.

Se olhar com atenção para as mudanças no seu corpo verá, com toda a certeza, vários sinais de que o mesmo se está a preparar para a amamentação. Desde as mamas a aumentar, os mamilos a ficarem mais escuros (para o bebé os sinalizar mais rapidamente) até à linha que muitas vezes se forma na barriga (linea nigra) que serve para o bebé conseguir percorrer o trajeto até às mamas, tudo se encaminha para que possam amamentar, naturalmente, e sem dificuldades.

 

3. Não descure da importância das hormonas no processo de amamentação.

As duas hormonas mais importantes, a ter em conta, são a prolactina, que estimula a produção de leite no tecido glandular e a oxitocina, que é talvez das que mais se fala, quando se trata da amamentação.

E porquê? Porque é a oxitocina que provoca a contração dos músculos mais finos, permitindo que o leite flua e se liberte, dos ductos até ao mamilo.

A oxitocina é, não apenas muito importante, como também muito sensível. Para ter uma ideia, o stress inibe a produção de oxitocina, pelo que uma mamã stressada terá muito mais dificuldades em dar de mamar do que uma mãe descontraída.

Assim, tente estar sempre super tranquila, peça ao pai para lhe fazer festinhas na cabeça, pense em tudo o que seja agradável e bom, de modo a afastar o stress, deixando o leite fluir.

 

 

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17
Mar17

Amamentação & leite

Mónica Lice

Captura de ecrã - 2017-03-08, 19.32.49.png

Nicole Trunfio na Elle Australia.

 

Outro dia perguntaram-me se desejava amamentar a bebé que vai nascer. A resposta não se fez esperar - tal como amamentei a Laura, durante quase um ano, também gostaria muito de voltar a amamentar a minha nova bebé. Como é sabido, o leite materno é o melhor alimento para os nossos bebés!

 

Devo confessar que nunca pensei muito na amamentação antes da Laura nascer. Participei num workshop com a Constança, do Centro do Bebé, que me ajudou bastante a desmistificar algumas ideias e a aprender outras tantas sobre o tema.

 

Mas, depois, quando ela nasceu, chegar-lhe ao peito e dar alimento foi algo de tão natural que parecia que tínhamos estado a vida toda a fazer aquilo. Sem complicações e teorias...

 

No entanto, estou longe de ser fundamentalista em relação a esta matéria. Acredito e defendo que cada mãe deve ser soberana no que diz respeito ao cuidado da sua cria. Somos mães e queremos o melhor para elas. Mas isso não deve implicar, na minha opinião, experiências de sofrimento, que, passadas primeiro pela mãe, se transmitem imediatamente para o filho ou filha.

 

Por isso, e no caso da Laura, o desmame acabou por se dar naturalmente, por volta dos 11 meses. Já a amamentava cada vez menos (o que implicava uma produção de leite cada vez menor) e, de forma natural, passámos para as papas e para um leite infantil.

 

Ela adaptou-se muito bem ao novo regime e, coincidentemente, ou não, começou a dormir a noite toda, uma vez que já não acordava para mamar. Escolher um leite infantil para lhe dar acabou por ser tarefa fácil. No nosso caso, acabamos por escolher o NAN OPTIPRO 2 porque tem uma qualidade proteica mais próxima da do leite materno e a quantidade certa de proteínas, necessárias ao crescimento do bebé.

 

Ela gostou e nós ficamos mais descansados, com a certeza de que lhe estamos a proporcionar o melhor. No entanto, cada bebé é único e nada como ter em conta um conselho de um profissional de saúde no momento em que se decide alterar a alimentação do bebé.

 

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