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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

05
Ago15

Maternidade Alfredo da Costa

Mónica Lice

Ter a minha filha num hospital público sempre foi a minha opção, desde o primeiro momento em que descobri estar grávida.

 

Com uma mãe a trabalhar num hospital público (nos Açores), e tendo crescido numa terra sem hospitais ou clínicas privados, escolher ter um bebé num local privado só por causa do conforto ou da possibilidade no marido estar lá o tempo todo nunca fez, para mim, muito sentido.

 

Claro que respeito plenamente quem o faz e toda esta realidade, que só conheci há algum tempo atrás. Mas sou da opinião que se pago (tanto) Segurança Social e impostos, tenho mais é que usufruir dos serviços que o Estado fornece.

 

Por isso mesmo, escolhi ter a minha filha num hospital público - mais concretamente na Maternidade mais próxima de casa. E como a Estefânia não tem, de momento, partos, a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) foi a opção.

 

Durante os 9 meses, fui ouvindo um pouco de tudo sobre a Maternidade (que é um dos hospitais portugueses "amigos do bebé"). Quando me perguntavam onde ia ter a bebé, e quando respondia que seria na MAC, não raras vezes ouvi silêncios de quem esperava outra resposta...

 

Mas a verdade é que também conheci pessoas que lá tiveram os seus filhos e que me disseram ter adorado o serviço e a forma como foram tratadas, não obstante a falta de luxos.

 

Para mim, muito honestamente, o maior luxo é saber que se conta com ótimos profissionais e com algumas das melhores condições do país. Tudo o resto é acessório...

 

Foi assim que fui visitar a MAC, com o meu marido e vários outros casais, semanas antes do parto, aproveitando as "visitas guiadas" que são lá organizadas à sexta-feira. E, desta forma, fiquei a conhecer melhor como tudo se processa, o local das urgências, as salas de internamento e de parto, tendo ficado mais descansada e segura.

 

Desde o momento em que entrei nas Urgências até à alta, nada tenho a apontar. A MAC faz agora parte da minha vida e da vida da minha bebé.

 

Foi lá que recebi a enorme dádiva de ser mamã, que senti, sobre o peito, pela primeira vez, a minha filha, que lhe vi o rosto, senti o cheiro e ouvi o choro.

 

Ter sido colocada numa sala com mais seis mamãs, num quarto com 8 crianças, incluindo a minha (uma das mães teve gémeos) pode não me ter proporcionado grande silêncio à noite, mas deu-me conversas com mães mais experientes, muitos conselhos e companhia.

 

No internamento, tive também oportunidade de conhecer enfermeiras incansáveis, como a energética Marlene Vieira - uma autêntica força da natureza, que nos deu formação e pequenos "cursos" de cuidado aos recém-nascidos, tendo demonstrado uma paciência sem limites e um à-vontade como há muito não via.

 

Na hora da alta, e não obstante a vontade de ir para casa, ficou uma certa nostalgia. Nunca mais passarei em Picoas sem olhar para aquelas janelas e sem me emocionar... 

 

Aqui fica, em jeito de reconhecimento, o meu aplauso a este hospital e a todos os seus profissionais. Fico a torcer para que se mantenha aberto por muito tempo e continue a ser um local de referência no país, no que ao nascimento dos bebés diz respeito.

 

Captura de ecrã - 2015-08-04, 11.50.03.png

A Laurinha com um body Petit Bateau, uns calções Laranjinha e doudou Tuc Tuc.

 

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